segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Rain Man e o caso Ronaldinho Gaúcho


Ronaldinho Gaúcho perdeu uma grande e certamente a última oportunidade de se reconciliar com a torcida do Grêmio. Depois dos fatos que marcaram sua saída para o Paris St Germain em 2001, grande parte da torcida tricolor tornou-se inimiga de Ronaldinho e de seu irmão Assis.

Eis que surgem as notícias sobre o possível retorno de Ronaldinho! A torcida se alvoroça! Muitos que até então eram contra seu retorno começam a aceitar esta possibilidade. Seria realmente fantástico! Imaginem, mesmo estando possivelmente fora de forma e desmotivado, sua vinda para o Grêmio seria como diz o ditado: "juntar a fome com a vontade de comer". As mágoas da torcida se dissipam. Retornando ao Grêmio, além da reconciliação com a torcida e com o time do coração, Ronaldinho estaria novamente motivado. Seleção brasileira, Libertadores, Brasileirão, Geral do Grêmio, um verdadeiro banquete! Por outro lado a torcida previa um ano cheio de possibilidades de conquistas, pois o time que terminou o ano de forma brilhante manteria praticamente o mesmo elenco e ainda teria o reforço do super-craque!

Tudo acertado, contrato redigido, brinde e festa anunciada! Uma história digna das telas dos cinemas: A vida de um menino pobre que, formado nas categorias de base do clube do coração, sai pelo mundo, adquire fama, fortuna e depois retorna para encerrar sua carreira conquistando títulos para o clube que o havia lançado. Que maravilha! Que sonho!

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Bom, o que aconteceu todos já sabem e quase ninguém consegue explicar.
Eu disse quase!
Recebi um e_mail de um amigo com este texto, escrito por um advogado que, infelizmente, não tem o nome divulgado, mas faz uma análise sobre o porquê do sonho frustrado. De tudo que escutei e li sobre este assunto nada foi tão brilhante.


As questões ligadas ao comportamento, e as emoções que o determinam, sempre me instigaram. A ausência de compromisso técnico ou profissional dá a liberdade para cometer desatinos de avaliação. Mas o momento requer que se faça.

Não posso deixar de concordar que sempre tive o Dentuço como autista. A extrema habilidade física, o domínio precário de um vocabulário de cinqüenta e poucas palavras, o olhar bovino com que contempla o mundo, o mesmo sorriso idiota quando faz um golaço ou erra um pênalti, são sintomas evidentes de que algo não vai bem naquela mente alheia ao mundo exterior. Assim, como os autistas, o Dentuço – fora o séquito de seguidores da sua fortuna - não tem amigos. Dos tantos colegas de profissão com que teve contato, não há notícia de um jogador que se refira a ele com carinho: a ausência de afeto é o traço marcante, e triste, desta síndrome.

A dupla Dentuço e Assis trazem à lembrança o excelente filme Rain Man, em que o vigarista interpretado por Tom Cruise, em meio a uma importação fraudulenta de carros esportivos italianos, se vê como tutor do seu irmão mais velho – Raimond – interpretado por Dustin Hofman. Ao perceber que o irmão autista havia decorado parte do catálogo telefônico no quarto do  hotel, decide explorar essa habilidade para apostas no Black-Jack.
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Ambos – Tom e Roberto – exploram as habilidades de seus irmãos. As inquietações de Rain Man foram atenuadas por exercícios mnemônicos; as do Dentuço são resolvidas com cerveja, pagode e mulheres de aluguel. O dinheiro fica para quem sabe guardá-lo.
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As semelhanças entre as mesas de Las Vegas e os gramados da Europa param por ai. A personagem de Tom Cruise era movida apenas por dinheiro. Assis, apesar de também vigarista, não tem o dinheiro como móvel do seu comportamento; senão o Dentuço já estaria empregado no Grêmio, ou no Palmeiras, ou no Flamengo, e duas torcidas estariam pesarosas pela incapacidade financeira do seus clubes, mas não indignadas.
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Ocorre que a alma de Assis é acometida de dois males, já bastante sérios quando se  apresentam de forma isolada, que ganham contornos inacreditáveis e imprevisíveis quando somados.
Assis é amoral! Diferente do imoral, que tem sua moralidade própria, o amoral não tem moral alguma. Não lhe faz a menor diferença o apreço que os outros tem por ele; tampouco lhe incomoda o desprezo que provoca no convívio com os humanos. Não se incomoda em sequer buscar justificativa para os seus atos, apenas os pratica, em nome de nada, ou pior, em nome da outra mazela que o aflige.
Assis é megalômano! Acredita – com a sinceridade que lhe falta em todas as outras instâncias da vida – que é maior e melhor em tudo o que tem e faz. Em parte tem razão: o Dentuço, quando joga, é único neste futebol de muita imposição e pouco talento. Por isso não tem o menor pudor em submeter homens sérios, negociadores competentes, empresários de sucesso, líderes de multidões, às suas artimanhas primárias.
A megalomania não o deixa entender em qual o contexto a destreza do seu tutelado está inserida. Por isso reduz  a números, em relação aos quais não tem convicção, eis que os números jamais darão a medida exata da grandeza que está em jogo. Dinheiro é energia, dizem os cabalistas, e não há mal em querer acumular energia, nem em estabelecer as regras para compartilhá-la.
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No futebol, bem antes do dinheiro, um pouco antes da paixão, estão em jogo as emoções. A beleza de uma jogada perfeita não está na plasticidade do lance, mas na emoção que desperta em quem joga e em quem assiste. Sem emoção, uma partida de futebol é menos que um jogo de videogame no modo “iniciante”. A emoção é a matriz da paixão dos torcedores; que direciona a energia coletiva no mesmo sentido. Quem associa emoção sua marca vende mais pelo maior preço. A Nike é o que é hoje graças à emoção de Mickel Jordan.
É exatamente ai que o Assis-Moreira Group se atrapalha: não sabem lidar com a emoção; talvez nem saibam o que emoção venha a ser.
Triste! Estão condenados a nunca ficarem satisfeitos, por maior que seja o contrato, a bebedeira, o pagode, o plantel de mundanas...

Que o vazio lhes seja leve!
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domingo, 16 de janeiro de 2011

Victor "Panda" desembarca na AFUMECA

Com muita alegria a AFUMECA recebe Victor Ioost Mecking, o "Panda", grande figura do futmesa brasileiro, Victor é um multi-campeão, conquistou todos os títulos possíveis no futmesa do Brasil na modalidade "Livre". Campeão Gaúcho (2004), Campeão da Taça RS (2008), Campeão do Centro Sul (1999) e Campeão Brasileiro (2007), são alguns dos títulos que Victor já conquistou. Segundo suas contas são setenta e dois troféus na prateleira.
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Victor no pódio como Campeão Brasileiro em Salvador na Bahia em 2007
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Panda chegou em Cascavel na quarta-feira 5 de janeiro, a festa de recepção foi no dia seguinte, na residência do presidente da AFUMECA, Rangel e teve futmesa, churrasco e cerveja.
No jogo de estréia "Panda" respeitou demais o anfitrião e o clássico argentino entre River Plate (Rangel) e Independiente (Panda), ficou no empate em 2 X 2. Depois, junto com os amigos, Panda comemorou sua vinda para Cascavel com um belo churrasco regado a cerveja. A recepção continuou no sábado e na quinta-feira seguintes com os colegas de trabalho e amigos do futmesa.
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Com o amigo e colega Rangel, o primeiro jogo em mesas paranaenses no
amistoso River Plate X Estudiantes  
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Churrasqueira cheia para receber Victor em Cascavel
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Colegas de trabalho
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Durval, Rangel, Pelé, Deco e Masera recebem Panda na AFUMECA.
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Panda já iniciou suas atividades profissionais no Frigorífico Globoaves, onde fará parte da equipe de gestão da produção comandada por Rangel que, além de amigo e companheiro do futmesa, é gerente do frigorífico.
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Chega de festa! No frigorífico Victor compenetrado no trabalho
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Estamos muito felizes em poder contar com o Victor no quadro da AFUMECA. Sua experiência e sua técnica apurada ajudarão no crescimento do futmesa de Cascavel. Também temos certeza de que Victor bem estabilizado em Cascavel, feliz e entre amigos, terá a tranqüilidade que precisa para voltar ao topo do pódio nas próximas competições.  

Victor, seja bem vindo a AFUMECA!

Crônicas da AFUMECA


By Dado & Rangel
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As crônicas da AFUMECA, surgiram a partir da velha mania que nós botonistas temos de "humanizar" nossos botões. Tudo começou quando o Dado (Luiz Eduardo Delgado) começou a fazer comentários após os seus jogos, via e_mail, colocando características humanas nos botões. Diga-se de passagem que o time de botões do Dado, o Santa Tecla, existiu em Pelotas RS, e veio para as mesas porque o Dado encontrou uma foto antiga da equipe em que seu pai, já falecido, fazia parte do time. Na escalação do Santa Tecla do Dado, além do seu pai estão seus amigos, inclusive o craque da época, Catita. Pois bem, conforme o dado ia enviando os e_mails, retratando a realidade e os lances da partida, o Rangel ia respondendo ou "retrucando", estendendo e fantasiando os comentários para acontecimentos extra-campo, especialmente envolvendo o jogador Catita, craque dos gramados que se tornou um pseudo-craque do futmesa.
Para quem gosta de um pouco de fantasia, especialmente a de colocar vida nos botões, divirtam-se!
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Sol a pino e o adversário cai de quatro
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Na última edição da Taça Libertadores da AFUMECA. Numa chave de sete técnicos, onde classificavam-se três para a fase final, O Dado e o Deco, mais experientes, eram apontados como favoritos à classificação e os outros, na maioria "marinheiros de primeira viagem", brigariam pela terceira vaga. Acontece que o Dado começou muito mau, perdeu duas partidas, verdadeiras "zebras", que colocaram em risco sua classificação e foi para o terceiro jogo correndo risco de perder a vaga...  
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Na boca do túnel o capitão do Santa Tecla chama seus companheiros e diz: "Gurizada só termina quando acaba!". Foi assim que, após ouvir do técnico a evocação da "alma uruguaia", dos tempos em que treinava o Peñarol, o Santa entrou em campo.
Além do ânimo dos jogadores o Santa contou com um erro do nutricionista da equipe adversária que ofereceu o almoço para os jogadores muito próximo ao horário do jogo. Os próprios jogadores do Santa perceberam: “Os caras tavam meio sonolento e dai fomos pra cima”, disse Francisco.
Com o sol a pino, um calor infernal e o adversário com sono, não deu outra, o placar mesmo que elástico, como sempre, não contou toda a história do jogo.
Liberado pelo departamento médico e tendo uma atenção especial da diretoria que contratou o Dr. Hélio, psicólogo especialista em psicologia esportiva, Catita voltou a reinar no tablado e mesmo tendo perdido várias oportunidades de gol voltou a marcar e alegrar a torcida santistateclense. Mesmo tendo várias oportunidades de gol e com o centroavante João infernizando a zaga com suas bolas de rebote, o  lance mais bonito coube a Edir que, correu de sua área até o meio campo e acertou um petardo que explodiu no poste direito da meta adversária. Até o silencio se calou para escutar a ressonância do "timmmmmmmmm” que a pelota fez em seu contato com o ferro frio.
Assim foi o time do Santa Tecla no dia de hoje.
Após o jogo a delegação foi almoçar, seguindo as recomendações de sua nutricionista, evitando exageros, já visando o jogo decisivo de amanhã. Catita ao ver seu prato de salada já foi logo reclamando cheio de razão: “Vamo para de frescura, eu quero é massa!” Após a reclamação Catita foi imediatamente atendido pelos garçons, mas pode? Pode, Catita pode!
E o  placar? Ah sim! O placar foi 4 x 0 para o Santa Tecla!
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Catita o pseudo-craque
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É mas “nem tudo esta tranqüilo no reino da Dinamarca”, dizem as “más línguas” que, emocionado após a vitória o “pseudo-craque” Catita se emocionou com o “aue” pós jogo e literalmente “caiu na gandaia”. Algumas pessoas garantem ter visto o jogador acompanhado de quatro mulheres em seu “fusca milidu”, em alta velocidade pela Avenida Brasil, na noite de ontem. Se não bastasse, dizem também que ele, completamente embriagado, estava sem roupas e andava com a cabeça para fora da janela do veículo gritando: É nóis!!! É nóis na primeira e Dilma presidente!!! Alguns transeuntes indignados jogaram objetos no jogador que inclusive esta com um corte no supercílio. Hoje pela manhã, visivelmente abatido, utilizando óculos escuros, de fazer inveja, o jogador respondeu o seguinte: “É tudo mentira!!! Passei a noite com a minha mãe que esta doente, coitadinha... E vocês ficam inventando história. Assim não dá pra ser feliz!!!” Em relação ao corte no supercílio o jogador garante: “Ué!!! Vocês não lembram do Roberto Jeferson? Então, foi a mesma coisa! Fui pegar um remédio pra mamãe numa gaveta do armário, resvalei e “acertei na quina!!!” A diretoria, como sempre, protege o jogador e o técnico já confirmou sua participação no jogo decisivo de hoje.
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Fusca "milidu" do Catita visto logo após o jogo saindo do Canário
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"Depois da tempestade vem a bonança" (B-o-n-a-n-ç-a? Que palavra safada. Se escreve com "z" ou com "s"? Que nada, é com "'ç" mesmo), o ditado se cumpriu mais uma vez. Passada a ameaça de desclassificação na primeira fase da Taça Libertadores, o  Dado veio com tudo para a fase final e, depois de três vitórias consecutivas, chegou a vez de Rangel. Uma vitória do Santa Tecla confirmaria a excelente fase e colocaria Dado como candidato ao título. Rangel vinha atropelando todo mundo, não havia levado nenhum gol em dez partidas e era franco favorito na partida e no campeonato...   
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Santa Tecla atropela "Tropa de Elite"
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Que jogo! Aos 5 minutos o placar marcava Vasco 2 x 0 Santa Tecla. O começo fora tumultuado devido a uma escolha equivocada das travas das chuteiras que proporcionaram dois chutes, muito bem aproveitados pela equipe vascaína. O erro do técnico Rangel foi de achar que seria mais uma goleada. O Santa, por sua vez teve tranqüilidade, foi  reposicionando-se em campo e com uma roubada de bola magistral de Catita, com direito a balãozinho no adversário, começou a reação. Depois da roubada de bola, Catita passou para Galego que vindo de seu campo em um chute cruzado marcou aquele que seria o primeiro gol sofrido pelo técnico Rangel no campeonato. O Santa ainda marcou mais dois gols e o adversário, não acostumado a jogar no prejuízo, desestabilizou-se. Com tranquilidade e uma exibição perfeita do goleiro Natálio o Santa levou o jogo para o campo do time adversário deixando o tempo passar.
Placar final Santa 3 x 2 Vasco.
Após o jogo mais uma de nosso pseudo-craque... Catita foi visto ontem a noite, após a partida numa “boite”, emocionado com a vitória e aprontando das suas. Segundo informações ele foi parar na delegacia, completamente embriagado. Os policiais, inclusive, tiveram dificuldades de conter o atleta. O delegado de plantão comentou também que, no auge de seu êxtase, Catita gritava: “É nóis!!! Domingo foi o Serra hoje foi o Rangel!!! A Libertadores é nossa!!! Santa Tecra, Santa Tecra!!!”
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Na boite Catita até caiu tentando dançar no "queijinho"
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Catita tentou reagir a prisão mas acabou dormindo na delegacia
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Depois da brilhante vitória sobre Rangel, dado enfrentou Pelé (Francisco Castanheira) e um outro ditado também se cumpriu...
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Quem nunca comeu melado quando come se lambuza!
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Em um jogo festivo contra o Liverpool, time treinado pelo técnico Pelé (Edson “Antes” do Nascimento) onde foram comemorados os seus 70 anos de “inexistência”, o Santa perdeu a oportunidade de se isolar na liderança do certame. O placar chegou a estar 2 a 1 para o Santa mas, com o jogo partindo para seus minutos finais começaram os problemas... Quando tentou um chute muito arriscado, na tentativa de liquidar a fatura, o jogador do Santa cometeu uma falta. Na cobrança o Liverpool empata o jogo. O técnico Dado pediu desculpas para a torcida que entendeu: "Era um jogo festivo e estávamos cansados pelo jogo anterior que foi muito desgastante contra o Vasco. Também se deve um pouco a nossa emoção pelo resultado anterior, entramos de salto alto."
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Final de ano e festa de encerramento e premiações na AFUMECA. Mais uma "pérola" sobre Catita...
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Catita, sempre Catita
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A chuva parou ontem em Cascavel no Estado do Paraná, para receber a "Elite" do futebol de mesa da cidade. A festa com a entregas dos trofeus para os melhores do ano aconteceu no salão nobre do SESC onde também foram desenvolvidos jogos lúdicos entre os técnicos da AFUMECA. Os “MC R2” (Rato e Roberto) comandaram a festa.  Foram homenageados os técnicos do primeiro ao sexto lugar.
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Mas isto não foi o fato mais importante da noite... Após a entrega dos prêmios da AFUMECA, ocorreu a entrega do Troféu Metacrilato de Ouro ao craque do campeonato escolhido pelos internautas. O pseudo-craque Catita recebeu quase que a maioria dos votos, sendo que poucos nomes foram lembrados na votação. A assessoria de imprensa do jogador informa que o nome Catita vai virar marca e já está negociando com uma empresa de salgadinhos que vende o famoso "corinho" de sabor bacon para ser vendido nos terminais rodoviários. Segundo as palavras do próprio craque que é ídolo entre as crianças: Agora todos vão querer comer o "corinho" do Catita!
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E as boas novas não param por ai, após a undécima caipirinha o craque assinou ontem a renovação de contrato com o Santa Tecla por mais dois anos. Apesar de a diretoria tentar manter as bases do contrato em segredo, para não causar acusações de favorecimento por parte de outros jogadores, o contrato já podia ser lido na integra no site "Uiquilique" hoje pela manhã. Entre outras regalias, o craque Catita terá direito a um X-tudo por semana, uma diária de motel por mês, vale transporte diário e ainda terá folga no carnaval quando será homenageado por uma escola de samba de Pelotas. Emocionado o Catita fez o seguinte comentário: Eu sempre saí nas Candinhas da Cerquinha com o vestido de noiva da mamãe, mas "deusdu” ano passado ela não deixa mais eu usar proquê tá com uma mancha de vômito. Agora os cara vão me "menagear" com uma roupa legal toda de couro duns cara macho, uns “tar” de "viladipipo". Vô de bigode e tudo!
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Essa foto é do último carnaval. Você pode reconhecer o catita? 
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Apesar da alegria com a homenagem, Catita esta preocupado com a ida para Pelotas, pois da última vez teve uma experiência traumatizante: Só tô “esperano” uma carona. Ano passado tirei uns dias pra pesca no balneário  do Barro Duro e fui de Cascavel até Pelotas com o “Presidente”. Esse ano eu não vou com ele não! “Levamo” 23 horas daqui até lá. Cada vez que a Dona Alice, aquela Santa criatura, passava dos 80 ela falava: Dona Alice cuidado! Nos trevo ele pegava um livro de couro com letra grande na capa* e com uma lupa ia lendo e mostrando o caminho pra ela. Mas aquele “troço” tava errado, sempre "us trevu” era mais adiante ou então ele mandava ela arredar o carro mais pro lado. Foi um inferno! O carro não tinha nem rádio ele ficava com uma placa de madeira com uma bobina e uns fones de “ovido”, ficava anotando os zumbidos de “abeia” numa caderneta. Segundo ele aquele negócio era uma “tar” de galena. Tenho que fala essa pro Deco!

(*) Segundo uma pesquisa realizada na biblioteca pública de Cascavel o livro referido por Catita é o ANUÁRIO RODOVIÁRIO E FERROVIÁRIO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO  BRASIL ANO 1961.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

100 anos de Décourt


Geraldo Cardoso Décourt
14/02/1911 - 27/05/1988
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Em 2011 comemoraremos os 100 anos do nascimento do extraordinário Geraldo Décourt, um homem a frente de seu tempo. Desde jovem demonstrou sua genialidade, primeiro, “inventando” um dos esportes mais praticados no Brasil, trazendo para as mesas toda a emoção do futebol dos campos, depois, através da música, pintura, cinema e literatura. Uma vida de artista, um verdadeiro artista que, como tal, encanta a todos que se debruçam acompanhando sua trajetória. Na vanguarda do esporte e das artes Décourt foi uma pessoa fantástica. Queremos aqui fazer nossa homenagem retratando um pouco da sua história que se mistura com a história da arte brasileira.
Geraldo Cardoso Décourt, nasceu em Campinas no dia 14 de fevereiro de 1911, viveu no Rio de Janeiro mas podemos dizer que ele foi um "cidadão brasileiro" em função de suas constantes jornadas profissionais e desportivas pelo Brasil. Muitos inclusive, atribuem ao flamenguista Décourt, uma naturalidade carioca.
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Música

Décourt foi ator, pintor, escritor e compositor. Inicialmente dedicou-se à música brasileira como compositor. O conjunto vocal e instrumental, “O Bando da Lua”, em 1934, gravou pela primeira vez uma composição de Geraldo Décourt: Três Estrelas.
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Primeira formação de o bando da Lua: Aloísio de Oliveira (violão e vocal), Osvaldo de Moraes Éboli - Vadeco (pandeiro), Helio Jordão Pereira (violão), Ivo Astolfi (violão tenor e banjo), Afonso Osório (flauta e percussão) e Stênio Osório (cavaquinho).

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Em 1935 Sônia Carvalho gravou o samba “Adeus” com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto regional, no mesmo ano Raul Torres e Nestor Amaral, pela Odeon, gravaram “Os Teus Olhos Brilham Tanto” de Geraldo Decourt.

Em 1936, Decourt participou da comédia musical “Alô, Alô, Carnaval”, com a música “Não Beba Tanto Assim” interpretada pelas “Irmãs Pagãs".
Veja no link http://www.youtube.com/watch_poput?v=rRP51L0tmgI#t=0 um vídeo com as Irmãs Pagãs, cantando “Não Beba Tanto Assim” de Geraldo Décourt.
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Tendo primeiramente o título de “O Grande Cassino”, a comédia, dirigida e produzida por Adhemar Gonzaga, foi lançada nos cinemas do Brasil sendo o único filme brasileiro dos quais Carmem miranda participou que sobreviveu ao tempo. Estreou no Cinema Alhambra, no Rio de Janeiro, com grande sucesso de público e um mês depois, o êxito se repetiria em São Paulo. O elenco, alem de Carmen Miranda, era composto por Jayme Costa, Barbosa Júnior, Pinto Filho, Jorge Murad, Álvaro Rocha, Dario Melo Pinto, Didi Viana, Hervé Cordovil, Oscarito e Pery Ribas.

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A ideia do filme surgiu da necessidade de se apresentar ao grande público os grandes cantores da fase de ouro do rádio brasileiro, já que não havia televisão e a população de baixa renda praticamente não tinha acesso aos cassinos.


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Pintura

Como pintor, Décourt era autodidata e, segundo Paulo Mendes de Almeida, foi o primeiro ou, seguramente, um dos primeiros abstracionistas do Brasil. Em 1952 sua exposição no Teatro Municipal foi uma das primeiras manifestações modernistas em Campinas. Em entrevista telefônica, Décourt confirmou que sendo campineiro, quis fazer seu nascimento na pintura e nas artes, em Campinas, sua terra natal. Campinas, naquela ocasião, apesar de sua arquitetura já estar bem avançada, levou um choque muito grande, ao ver a série de trabalhos geométricos de Décourt, pois estavam todos acostumados ao realismo visual. No início, houve certa oposição, mas conforme os dias foram passando, os estudantes de Campinas procuraram Décourt no Municipal, e se ofereceram, inclusive, para ficar tomando conta da exposição, na sua ausência, pois eles o admiravam por ter quebrado um tabu em Campinas.
Em 1958 Décourt também fez parte da primeira exposição do Grupo Vanguarda em Campinas juntamente com os artistas: Eduardo Belgrado, Hermes de Bernardi, Francisco Biojone, Mário Bueno, Maria Helena Motta Paes, Thomaz Perina, Raul Porto, Franco Sacchi e Geraldo de Souza. Essa exposição e as novas idéias difundidas pelo grupo geraram muitas polêmicas. Foi muito criticada  pelos artistas mais conservadores e pela maioria do público que, acostumados com os padrões neoclássicos, resistiram às novas propostas artísticas. No entanto, foi aí, no final da década de 50, que Campinas – até então atrasada em relação a outros centros do país, que já tinham incorporado os avanços da arte – colocou-se no mesmo nível que São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza. O surgimento do Grupo Vanguarda foi decisivo para que Campinas, finalmente, deixasse de ser uma “província do Império”.

Décourt, como pintor, participou do Salão Paulista de Arte Moderna tendo recebido ao Prêmios Medalha de Bronze em 1961, Medalha de Prata em 1962 e Premio Aquisição em 1963.

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Participou do VI Salão Nacional de Arte Moderna, do I, II e III Salão de Arte Contemporânea de Campinas, tendo recebido Menção Honrosa em 1965 e Grande Medalha de Bronze em 1966. Participou ainda de outros salões oficiais, de exposições coletivas e individuais. Em 1966, em São Paulo, participou da organização e do júri do 15º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia.

Cinema

A partir de 1969, Geraldo Décourt decide entrar para o cinema, participando como ator coadjuvante em uma série de oito filmes: 1969 – Em Compasso de Espera (Drama), 1973 – Maria...Sempre Maria (Drama), 1973 – Trindade É Meu Mome (Faroeste), 1974 – A Virgem e O Machão (Comédia), 1974 – Macho e Fêmea (Comédia), 1974 – O Supermanso (Comédia), 1975 – A Carne (Drama) e 1976 – Quem É O Pai da Criança (Comédia).
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Décourt, em uma cena do Filme "A Virgem e o Machão"
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Como ator coadjuvente,  Décourt contracenou com famosos artistas,
como neste filme ao lado de Vera Fisher

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Literatura

Décourt conquistou o reconhecimento e admiração de uma legião de praticantes pela sua incansável dedicação em colocar esse esporte ao lado dos entretenimentos mais populares do Brasil. Nascido em Campinas/SP, foi pintor, escritor, compositor e ainda o inventor do futebol de botão. O dia 14 de fevereiro de 1911, dia do seu nascimento, foi oficializado pelo governador Geraldo Alckmin, em São Paulo, no ano de 2001, como o "Dia do Botonista".Décourt conquistou o reconhecimento e admiração de uma legião de praticantes pela sua incansável dedicação em colocar esse esporte ao lado dos entretenimentos mais populares do Brasil. Nascido em Campinas/SP, foi pintor, escritor, compositor e ainda o inventor do futebol de botão. O dia 14 de fevereiro de 1911, dia do seu nascimento, foi oficializado pelo governador Geraldo Alckmin, em São Paulo, no ano de 2001, como o "Dia do Botonista".

Como escritor Geraldo Décourt, em 1987, lançou o livro “Aconteceu Assim”, uma autobiografia onde Décourt reservou um capítulo exclusivo ao futebol de mesa. Um documento valioso para a história do botonismo e leitura indispensável para os amantes desse esporte.
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Futebol de Mesa

Alias,  não se pode falar de futmesa, no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo, sem citar o nome de Geraldo Décourt. Ele foi o grande precursor do futebol de mesa no Brasil. Décourt começou a jogar utilizando, a princípio, botões de verdade, ou melhor, os das próprias cuecas. Depois, passou a usar os da calça do uniforme da escola onde estudava, o Colégio Aldridge, do Rio de Janeiro. “A escola chegou a proibir o jogo de botão porque, para poder jogar, arrancávamos os botões do uniforme. Era comum os alunos assistirem às aulas segurando as calças com as mãos", declarou certa vez o próprio Décourt.

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Em 1928 Décourt criou “Football Celotex”. Ninguém sabe ao certo o porquê deste nome, alguns dizem que era o nome oficial do tipo de madeira, um aglomerado, que Décourt usou para confeccionar as primeiras mesas. Outros dizem que, Celotex era o nome estampado na madeira dos engradados que '-Décourt conseguiu no porto do Rio de Janeiro para confecção das mesas, provavelmente era o nome da companhia de navegação ou do exportador.

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Em 1930 Décourt publicou o primeiro livro de regras oficiais e, a partir daí, os jogos de botões começavam uma curva evolutiva, digna de Darwin. Sendo assim, embora paulistas e paraenses digam o contrário, foi comprovadamente no Rio de Janeiro, então a capital do Brasil, que o futebol de botão começou a se organizar e a tomar forma de esporte.

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A regra de futebol de mesa escrita por Geraldo Cardoso Décourt, que hoje foi bastante aprimorada e já não é mais utilizada, foi fundamental para o crescimento do esporte no Brasil. Décourt escreveu esta regra quando tinha apenas 19 anos de idade.

A regra foi noticiada pelo jornal A Noite Esportiva em 1930 em uma reportagem sobre o Celotex, da seguinte forma:

+O Football Celotex é um esporte de mesa, no qual, em cada jogo, tomam parte dois amadores, que por sua vez representam dois teams formados por onze botões, assim distribuídos: um guardião, dois zagueiros, três médios e cinco dianteiros. Como se vê, o número de botões é idêntico ao número de players do Football Association. Para ser iniciado cada match é necessário que os vinte e dois botões estejam nas respectivas posições em mesa e, então, o desfavorecido pelo “toss” dará o “kick-off”, com o centro avante, o qual estenderá um passe para um dos lados, onde um outro botão do mesmo team impulsionará a bola, dando assim início ao jogo.

Como se vê, enquanto um segundo botão do team favorecido com a saída inicial não tocar na bola, não valerá goal. Procedida a saída, o outro amador, chamado de B, jogará com um de seus botões uma vez e assim, sucessivamente, um de cada vez até que seja registrada alguma falta. A única ocasião em que cada amador poderá jogar duas vezes seguidas é, pois, no momento da saída do centro. Depois de cada goal a bola deverá ser colocada no centro da mesa, e o team que tiver sido vazado dará a saída. No Football Celotex considera-se foul quando um botão do team A roçar noutro do team B, sem que antes tenha “tocado” na bola.

Considera-se hands (coisa raríssima) quando um botão do team A ficar sobre a bola. Neste caso, se for o guardião o infractor, proceder-se-á ordenando um “carring”, valendo goal direto. No foul e no hands valem goals directos, e se as respectivas penalidades forem consignadas dentro da área perigosa ordena-se um penalty. O “out-ball” é batido no lugar onde sair a bola, sendo que para ser valido um goal, procedente desta pena, é preciso que a bola toque em qualquer outro botão, antes de entrar na linha de goal. Nas saídas de goal ou, melhor, nos goal kicks, não será consignado o ponto proveniente da referida falta diretamente, mas sim depois que a bola tenha sido tocada propositalmente. Sempre que houver qualquer falta, os botões poderão ser removidos ou colocados pelas mãos dos patrões em lugares da mesa que este julguem convenientes. Os botões-guardiões só impulsionam a bola nos goal-kicks, e fora disso eles poderão ser colocados pelos patrões em qualquer momento da partida, mas antes que seja desferido o tiro a goal e não depois do tiro ser dado.

O tamanho oficial da mesa é de 1,20m de largura por 2,40m de comprimento. Essas medidas são de dentro do campo, sendo que a parte que ficar externando a marcação quanto maior for melhor será. As mesas devem ser feitas com um material americano feito das fibras do bagaço da cana-de-açúcar ou, então, de madeira coberta com um pano verde, próprio para cobrir mesas de jogo. “Aconselho estes dois exemplos pelo fato de ser necessário que a superfície não seja escorregadia.”
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Cópia "Xerox" de uma carta enviada por Décourt para
The Celotex Co. nos Estados Unidos
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Décourt conquistou o reconhecimento e admiração de uma legião de praticantes pela sua incansável dedicação em colocar esse esporte ao lado dos entretenimentos mais populares do Brasil. Nascido em Campinas/SP, foi pintor, escritor, compositor e ainda o inventor do futebol de botão. O dia 14 de fevereiro de 1911, dia do seu nascimento, foi oficializado pelo governador Geraldo Alckmin, em São Paulo, no ano de 2001, como o "Dia do Botonista".

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Décourt com Hideo Ué Filho do São Judas Futebol de Mesa
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O dia 14 de fevereiro de 1911, dia do seu nascimento, foi oficializado pelo governador Geraldo Alckmin, em São Paulo, no ano de 2001, como o "Dia do Botonista". Segundo informa o Sr Izo Goldman, amigo de Décourt a homenagem ocorreu assim:

Em 1988 o Departamento de Futebol de Mesa d’A Hebraica encaminhou à Federaçao Paulista de Futebol de Mesa a sugestão para que o dia 14 de fevereiro, data de nascimento de Décourt, fosse oficializado como “DIA DO BOTONISTA”. Em 11 de junho do mesmo ano, durante o X Campeonato Brasileiro de Futebol de Mesa, a FPFM oficializou a data. Em junho de 1990, durante o X Campeonato Brasileiro de Futebol de Mesa a Federação Paraense apoiou oficialmente a idéia. Aí começou um trabalho que envolveu o Della Torre, a Dona Edda Décourt a Célia Atienza, Irma do Geraldo Atienza e eu. Em 2000 o Deputado Ramiro Meves apresentou o Projeto de Lei No. 169/2000 que instituía o “DIA DO BOTONISTA” a ser comemorado em 14 de fevereiro. Finalmente a Lei No. 10.833 de 02 de junho de 2001 instituiu o Dia do Botonista.

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Décourt com Rubinho do Palmeiras em uma de
suas últimas imagens já na cadeira de rodas
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O documento dizia:

“Institui o “Dia do Botonista” o Governador do Estado de São Paulo

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º - Fica instituído o “Dia do Botonista”, a ser comemorado anualmente, no dia 14 de fevereiro.

Artigo 2º - Esta lei entra em vigor no dia de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 02 de julho de 2001.

Assinaram o documento:
Geraldo Alckmn (Governador do Estado de São Paulo)
Marcos Arbaitman (Secretário de Esportes e Turismo)
João Caramez (Secretário da Casa Civil)
Antonio Angarita (Secretário da gestão Estratégica)

Geraldo teve como grande aliado e colaborador Antonio Maria Della Torre que arregaçou as mangas e trabalhou como um apaixonado pelo esporte ajudou a divulgar e fomentar o esporte pelo Brasil afora. Na época já existiam diversas modalidades: na região norte e nordeste praticava-se a pastilha 1 toque, também chamada regra baiana, na região sudeste e sul praticava-se a modalidade 12 toques então chamada de Regra Paulista e na região sul e sudeste praticava-se a 3 toques ou também chamada regra carioca ou confederada.

Della Torre sempre ao lado de Décourt no futmesa
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Della Torre foi o grande responsável pelo reconhecimento do Futebol de Mesa como esporte pelo órgão responsável da época, o Conselho Nacional de Desportes (CND). Através da Resolução N.º 14, de 29 de setembro de 1988. Esta resolução acatou uma solicitação formulada por nove estados e levava em conta o grande número de praticantes do futmesa no Brasil (Ofício N.º 542/88 e Processo N.º 23005.000885/87-18). Esta resolução foi baseada na Lei N.º 6.251, de 8 de outubro de 1975 e no Decreto N.º 80.228, de 25 de agosto de 1977, assinada pelo seu então Conselheiro-Presidente Manoel José Gomes Tubino, o CND reconhece o Futebol de Mesa como modalidade desportiva praticada no Brasil, como uma vertente dos esportes de salão, no qual se incluem o xadrez e o bilhar, por exemplo.
Décourt foi um incansável divulgador e organizador de eventos de futebol de mesa, o que propiciou o desenvolvimento do esporte, assim como sua popularização.

Como uma verdadeira prova de amor ao esporte o Sr. Geraldo Décourt também foi o autor da letra e música do “Hino do Botonista”.

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Esta partitura foi encomendada ao músico Sérgio de Oliveira de Moraes em 1995, exclusivamente para o livro Botoníssimo, de Ubirajara Godoy Bueno.

Gravação com Décourt no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=-4f58x69JJY
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Letra do Hino do Botonista:

Botonista eu sou com justo orgulho
Boto muita fé no meu botão
Botonista eu sou com muita honra Isto é verdade,
Eu não me arrependo não
Botonista eu sou com persistência
Jogo a qualquer hora com prazer

Pois jogando em qualquer regra!
Eu vou praticando o meu lazer - bis

Eu jogo limpo, jogo sério sem esbulho,
Pois prá mim adversário considero como irmão

Aviso logo para quem jogar comigo que somente
Me vencendo poderá ser campeão - bis  

Geraldo Cardoso Décourt, faleceu em 27 de maio de 1998 mas continua vivo em nossa memória e deve ser muito homenageado neste ano de seu centenário.
Para homenageá-lo foi criada uma medalha comemorativa aos 100 anos de seu nascimento. A medalha, que tem o aval da CBFM, foi criada pelo design gráfico e grande artista Glenn Douglas, o famoso Pezão, e sua imagem pode, e deve, ser utilizada por todos, em seus sites, para homenagear o extraordinário Décourt.